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Por
Bergson Vasconcelos*
Em toda e qualquer
época, a prática do Yamadori (coleta de árvores na
natureza, quando já são árvores-miniaturas) é
sempre envolvente e excitante, sendo praticado na restinga, caatinga, montanhas
ou pedreiras, em qualquer ambiente inóspito, que por suas condições
de composição de solo ou climáticas, favoreçam
a existência do bonsai. No entanto, a partir da prática de
educar/trabalhar as árvores, o Yamadori se tornou amplo e praticamente
irrestrito, pois vamos em busca de árvores/arbustos (araki) que
possamos utilizar como base para um futuro bonsai.
Partindo do princípio da busca/pesquisa, é que todos os recantos servem como campo de coleta de material, e em meu caso, os jardins da cidade, com suas plantas antigas e normalmente esquecidas, crescendo ao sabor da natureza, transformando-se em exemplares perfeitos ao nosso objetivo.
Sabe-se que
é apenas um princípio, mas algo realmente satisfatório,
uma interação entre a natureza e os nossos sonhos de bonsaísta.
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O ser humano por natureza é
imediatista, tudo deseja, porém sempre para ontem.
Sashiki que seria as mudas feitas por estacas, personifica bem, e colabora com nossa vontade urgente e imediata de resultados, pois necessita de menos tempo para formação e possibilita antever o nosso “bonsai” . As estacas para nossos futuros Bonsai, podem ser selecionadas de praticamente todos os tipos de árvores e arbustos. O principal cuidado reside no momento da escolha de nossas mudas, não necessariamente de um bonsai já formado, mas também de árvores e arbustos na natureza, devem ser fortes e saudáveis, e possuir a forma que desejamos a nosso futuro bonsai, não esquecendo que estacas menores desenvolvem raízes e crescimento mais rápido. Basicamente, devemos seguir um pequeno roteiro: 1. O corte da estaca deve ser em
diagonal, gerando uma maior área de contato e possibilitando um
maior e uniforme enraizamento;
Começa então a formação propriamente dita de nosso “Bonsai”, precisa-se apenas de dedicação e tempo, qualidade e condição que é característica da alma de cada bonsaísta. |
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Tempo e Paciência O tempo não nos pertence, invariável a nossa vontade segue contínuo e ininterrupto. No entanto, o dom da paciência pode-se adquirir e desenvolver, nos basta desejar alimentar nossa dedicação ao bonsai, onde o tempo é a base e a paciência o corpo. Misho é uma técnica de cultivo de bonsai a partir de uma semente, onde podemos obter mudas de excelente qualidade, sendo que para isso, se faz necessário à utilização de material selecionado (sementes de boa procedência). Quando da seleção das sementes pode-se utilizar um procedimento simples na verificação das que são férteis: colocando na água, as boas sementes irão afundar enquanto a que não servem flutuam. No plantio das sementes é
aconselhável seguir alguns procedimentos:
A germinação deve ocorrer de trinta a noventa dias após o plantio, variando em relação ao tipo de árvore plantada. Com a brotação surgem folhas embrionárias cuja função é nutrir a planta, posteriormente surgirão as folhas verdadeiras. Quando as plantas estiverem suficientemente fortes deverão ser selecionadas as mais robustas e bonitas, e quando plantadas em bandejas as colocar em recipientes individuais. A primeira poda de raízes deve ocorrer após um ano, e é a mais importante na formação de uma muda de bonsai, pois formará uma planta sem raiz principal (pivotante) profunda. Deve-se começar a trabalhar a planta como bonsai a partir do segundo ano.Com esse procedimento o bonsai começará a tomar forma, para isto é necessário proceder continuamente com a educação das mudas, com podas e aramação, buscando o mais harmonioso resultado. Em todo o processo de produção de Bonsai,devemos sempre absorver o prazer de poder seguir passo a passo todas as etapas de desenvolvimento de uma planta: semente/germinação/transplante/poda de raízes/aramação/Árvore, aprender com a evolução de nossos esforços, absorver as boas lições que a natureza nos transmite e nunca esquecer que somos e sempre seremos donos de nossos destinos, que a decisão entre o fazer e o desistir é simples e nossa. |
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. Quantidade de água: 1. Em excesso: Vasos capilares ficam entupidos, podem causar a morte da planta (a possibilidade é remota), além de acelerar o crescimento da planta além do desejado;Deve-se molhar as plantas diariamente, dependendo do calor, duas vezes a três vezes ao dia. Molhar sua planta deve ser um hábito regular, pois só assim conseguirá ver a real necessidade de seu bonsai, observando a umidade do solo e controlando a quantidade de água. . Adubação: O verão é uma estação onde a adubação é primordial, pois é a época de crescimento da planta (período entre o final da primavera e o final do verão). É preciso primeiro saber o que significa NPK, pois sempre estamos vendo nas embalagens de adubos e em geral não temos noção de seu significado e uso. N é Nitrogênio, responsável pelo crescimento das folhas/planta. P é fósforo, ajuda no crescimento da planta e é responsável pela floração e frutificação. K é Potássio, que serve para o enraizamento e mantém a planta com suas fibras saudáveis. Quando vemos NPK 12-15-12, que dizer que na composição deste adubo temos 12 partes de nitrogênio, 15 de fósforo e 12 de potássio. Uma outra questão é o que devemos usar adubos naturais ou químicos? Vamos simplificar: os naturais precisam da ajuda dos microorganismos para liberar nitrogênio, fósforo e potássio, ou seja, vai sendo liberado de acordo com a necessidade da planta, enquanto que os químicos já possuem esses elementos liberados, uma dosagem alta provavelmente será fatal. As plantas morrem mais pelo excesso de adubação do que pela falta. A dosagem a ser utilizada em caso de adubos químicos é a metade da recomendada nas embalagens, e deverá ser feito a cada 15 dias. Deve ser dado preferência aos compostos que contenham NPK + micronutrientes (nutrientes que a planta requer em menor quantidade: boro, cobre, zinco, molibdênio, cloro, ferro. Embora sejam também importantes para o seu desenvolvimento). Em relação aos adubos naturais, a preocupação é menor, pois a liberação dos macro e micro nutrientes é lenta, podendo ser espalhado em toda a superfície do vaso. A escolha é basicamente feita em relação ao custo, o que realmente determina é o que podemos fazer e nem sempre o que queremos. . Poda: Neste aspecto reside a tentação, pois ao ver um bonsai emitir novos galhos/brotações o desejo de trabalhar com ele é quase incontrolável, contenha seus impulsos e pense bastante antes de agir, pois um galho cortado não pode ser colado na planta. O verão com certeza é a estação de crescimento das plantas, onde um bonsai em suas condições ideais, ou seja, substrato bem composto e com boa drenagem, adubação regular e irrigação habitual, se desenvolve vigorosamente. Devemos então fazer nossa escolha: 1. Galhos que crescem na base do tronco: Devem ser podados, pois enfraquecem a planta, buscando o alimento que deveria estar sendo levado à copa do bonsai.Não podemos esquecer dois cuidados básicos, primeiro que as ferramentas devem estar sempre limpas e afiadas, e segundo colocar uma pasta cicatrizante neste cortes (pode ser usado cola branca, mastique, cera de abelha com própolis ou uma pasta cicatrizante específica para bonsai). . Pragas: Para não correr o risco de perder aquela planta que cuidamos durante muito tempo, que é resultado de nosso trabalho minucioso ou simplesmente foi um presente muito especial, devemos então ter em mente que nosso bonsai é um ser vivo e para tanto necessita de cuidados e atenções. O bonsai está sujeito a pragas (ácaros, pulgões, cochonilhas, etc.) ou doenças (através do ataque de bactérias e/ou fungos), e é necessário saber os principais motivos que causam estes problemas caso desejemos levar adiante esta atração/ paixão pela Arte Bonsai: 1. Descaso: Excesso de água, causando a saturação do substrato e provocando a proliferação de fungos;Devemos então tomar algumas medidas para evitar essas infestações, mantendo o Bonsai em perfeitas condições de saúde: 1. Efetuar uma adubação/nutrição apropriada;Para finalizar deve ser feito dois alertas, não existe a necessidade da aplicação preventiva de produtos químicos nas plantas, pois de que adianta o uso de defensivos se o problema não existe, estaremos sim saturando nossa planta e colocando em risco sua sanidade. E por fim efetuar um controle continuo nas plantas procurando possíveis focos de infestação, e caso seja localizado eliminar através da retirada manual do material atingido, e em último caso aplicar defensivos indicados ao caso após consulta a técnico especializado. |